sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Bruce Willis mantém o fôlego em 'Duro de Matar 4.0'




Doze anos depois de Duro de Matar - A Vingança (1995), Bruce Willis volta ao papel do policial que o celebrizou, John McClane, em Duro de Matar 4.0.
A franquia, iniciada em 1988, sobrevive em boa forma, tal como seu astro de 52 anos. Nestes 12 anos, Willis pode ter ganhado algum peso, ficado careca e perdido a mulher, Demi Moore, para um ator bem mais jovem. Mas, tirou de letra estes tropeços provando que pode atuar tanto em suspenses sobrenaturais, como O Sexto Sentido (1999), quanto em dramas politizados, como Nação Fast Food (2006) - este último com estréia provável em setembro no Brasil.
As cicatrizes pessoais de Willis, aliás, servem muito bem à maturidade de seu personagem McClane.
Depois de arruinar seu casamento por causa de sua dedicação ao trabalho de policial, McClane agora também não consegue conversar com a filha, Lucy (Mary Elizabeth Winstead, de Bobby).
Falar com mulheres continua sendo seu ponto fraco, e o relacionamento mais próximo que ele terá com uma moça será em uma luta sangrenta com a temível adversária Mai Lihn (Maggie Q, atriz de Hong Kong).
O tema central do filme é o ciberterrorismo, usado em uma gigantesca operação de sabotagem, comandada por um ex-programador de sistemas do FBI, Thomas Gabriel (Timothy Oliphant).
É ele o cérebro por trás de uma série de apagões pelo país, começando pelos sinais de trânsito de Washington, o que causa um grande número de congestionamentos e desastres na capital norte-americana.
Para montar seu plano, Gabriel utilizou antes os serviços de uma série de hackers, que agora foram impiedosamente eliminados um a um, para queima de arquivo. Menos um deles, Matt Farrell (Justin Long), porque bem na hora McClane chegou para prendê-lo.
Individualista como sempre, McClane continua sua própria perseguição aos vilões, cuja identidade a princípio ninguém conhece. Enquanto isso, ele é perseguido por criminosos bem agressivos, que não param de segui-lo de helicóptero - o que faz com que McClane mande um automóvel pelos ares para derrubá-lo.
Desta vez sob a direção de Len Wiseman (do terror Anjos da Noite - Evolução), o filme traz muitas destruições de carros - um deles, jogado com bandidos a bordo pelo túnel de um elevador -, além do desmoronamento de imensos viadutos. Outra cena incrível inclui uma carona num jato F-14.
Um dos momentos cômicos mais bem sacados é a presença de Kevin Smith (ator e diretor de O Balconista), que interpreta Warlock, um dos hackers de quem vai depender a salvação dos EUA.

1 pessoas enfiaram o pé na jaka...:

Diego Moretto disse...

Assisti ao filme domingo passado. E até gostei, levando-se em conta que é hollywooadianismo puro, sem história e sem boas atuações, o filme nos diverte. bj!!